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  • terça, 02 de junho de 2020 as 11:33h

VENDA DE PRODUTOS ORGÂNICOS CRESCE NA PANDEMIA

A crise econômica provocada pelo novo coronavírus vem causando problemas para muitos agricultores e pecuaristas, mas também tem quem consiga vender mais durante a pandemia. Um exemplo são os produtores de hortaliças orgânicas do interior de São Paulo.

Em meio a crise provocada pela pandemia, o setor, tímido dentro do agronegócio, ostenta crescimento nas vendas. A produção orgânica é aquela que não usa agrotóxicos e é vista pelo consumidor como uma opção mais saudável.

Além disso, a facilidade da compra pela internet trouxe mais pessoas a consumir este alimento. Na cidade de São Paulo, a maior e mais tradicional feira de orgânicos do país, com mais de 30 anos de atividade, teve de mudar sua rotina.

A primeira foi a mudança do local, que foi fechado pela Prefeitura por causa da Covid-19. A outra foi na forma de atendimento ao público.

“Todos os feirantes estão usando máscaras, usam luvas... aquele feirante que mexe com dinheiro, recebe dinheiro, faz troco, não manipula alimentos, não entrega alimentos”, explica Fernando Ataliba, presidente de uma associação de agricultura orgânica.

A organização da feira também diminuiu os dias de funcionamento: antes, era aos sábados, domingos e terças; agora, só no fim de semana.

A quantidade de produtores também caiu pela metade. Isso porque muitos vêm do interior e, para alguns deles, a viagem não compensa no cenário de pandemia.

Plataforma ajuda nas compras
 
Para quem está interessado em adquirir alimentos diretamente dos produtores rurais, uma plataforma criada pela Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo (Faesp) ajuda a conectar as duas pontas: o “Pertinho de casa”.

Tática para não perder as vendas
 
No começo da crise, muitos restaurantes deixaram de comprar alimentos por causa das medidas de restrição no combate ao coronavírus. E, para não perderem as vendas, os produtores se reuniram e criaram um sistema delivery para o consumidor final.

O sistema é simples: o cliente liga, escolhe os produtos, uma cesta é montada pelo agricultor e entregue na casa dessa pessoa.

“(A conta) Não chega a fechar 100%, mas tem ajudado muito, principalmente para escoar as coisas, porque a produção continua igual, para garantir que continue tendo os produtos”, explica a produtora Ariante Santos.

A comerciante Débora Rofato revende orgânicos há 3 anos e meio. No começo, era tudo pela internet, depois montou uma loja em Piracicaba, onde comercializa frutas, verduras, legumes, carnes e produtos processados.

“A gente viu que teve um aumento muito grande do delivery, das pessoas querendo receber em casa”, conta Débora.
Ela, então, diminuiu o horário de funcionamento da loja física e aumentou em 50% o número de vendas online. Semanalmente são entregues pelo menos 45 cestas.

“O coronavírus está ajudando as pessoas a se preocuparem mais com a saúde, buscarem mais informações dos benefícios orgânicos. Para gente, é importante e para o produtor também, já que está com uma demanda bem maior.”

Mercado em crescimento
 
Dados da Associação de Promoção da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) mostram que, atualmente, os orgânicos não representam nem 1% dos alimentos produzidos no país.

O Brasil tem hoje 22 mil produtores de orgânico, que movimentam anualmente cerca de R$ 4,5 bilhões, com de crescimento médio de 15% a 20% ao ano.

Por Globo Rural

Foto: Reprodução / ACATS - Associação Catarinense de Supermercados 

 

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