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  • sexta, 29 de maio de 2020 as 12:36h

GOIÁS PARTICIPA DE CAMPANHA CONTRA ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

“Não permita que o isolamento social coloque crianças e adolescentes em risco”. Esse é o lema do Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes celebrado nesta segunda-feira, dia 18 de maio, em meio à pandemia da doença pelo coronavírus 2019 (Covid-19). O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), participa da campanha Faça Bonito para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos da população infantojuvenil.

Devido a situação atual de pandemia, a campanha é realizada por diversas entidades e instituições goianas que se uniram, por meio de plataformas online, para realização de transmissões ao vivo, as chamadas lives, utilizando o Instagram e Facebook como ferramentas principais. A programação teve início no último, dia 17, e segue nesta segunda-feira, 18 de maio. O objetivo é debater e sensibilizar, tanto poderes públicos quanto a sociedade, sobre a necessidade de garantirmos o​s direitos, dignidade e humanidade de crianças e adolescentes.

Três superintendências da SES-GO se uniram e participam da ação. Nesta segunda-feira, às 14h, será realizada a live Intensificando o olhar da saúde: notificação, prevenção, atenção e educação para o enfrentamento da violência sexual.

Participam da transmissão Karen Michel Esber, psicóloga e servidora da Gerência de Pesquisa e Inovação da Superintendência da Escola de Saúde de Goiás; Maria de Fátima Rodrigues, assistente social e coordenadora de Vigilância de Violências e Acidentes da Gerência de Vigilância Epidemiológica da Superintendência de Vigilância em Saúde; e Paula dos Santos Pereira, psicóloga e coordenadora de Atenção à Saúde de Pessoas em Situação de Violências da Gerência de Cuidado a Populações Específicas da Superintendência de Políticas sobre Drogas e Condições Sociais Vulneráveis.

Como parte da iniciativa, a SES-GO convida as 18 Regionais de Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde de todo o Estado a usarem suas redes virtuais para divulgar e sensibilizar a população para essa luta. Segundo a superintendente de Políticas sobre Drogas e Condições Sociais Vulneráveis, Candice Macedo, os profissionais de saúde têm um papel relevante na identificação e notificação dos casos. A população, também. As denúncias podem ser feitas pelo canal Disque 100 ou nos conselhos tutelares, delegacias policiais, serviços de assistência social ou Ministério Público.

Para acompanhar as transmissões ao vivo e ter acesso à programação completa, acesse os perfis oficiais da campanha "Faça Bonito" nas redes sociais. O conteúdo pode ser acompanhado pelo https://www.instagram.com/18demaiogoias  ou pelo https://www.facebook.com/18demaiogo.

Violência e pandemia

Segundo Candice Macedo, a celebração do dia 18 de maio este ano enfrenta um desafio maior, em razão da pandemia da Covid-19, que traz a necessidade de as pessoas permanecerem em suas casas. "O isolamento social intensifica alguns fatores de risco para a violência, como estresse, irritabilidade, sobrecarga de atividades, presença contínua com a vítima, falta de contatos sociais e da rede de apoio", afirma a superintendente.

As crianças e os adolescentes podem estar desprotegidos em suas próprias casas, o agressor está mais tempo presente e situações de estresse podem gerar agressões. "Estudos já apontam aumento dos casos de violência doméstica de forma geral, o que inclui crianças e adolescentes, que estão sem uma das suas principais redes de apoio: as escolas", diz a superintendente.

Ela orienta que, diante de suspeita de abuso sexual, a denúncia deve ser feita, tendo em vista que os órgãos de proteção continuam trabalhando. Vizinhos, parentes e amigos podem fazer toda a diferença em uma situação como essa. 

Candice Macedo explica a diferença entre os dois tipos de violência infantojuvenil. Abuso sexual é a utilização da sexualidade de uma criança ou adolescente para a prática de qualquer ato de natureza sexual para a satisfação de um adulto.

Geralmente, é praticado por uma pessoa com quem a criança convive, dento ou fora do ambiente doméstico. A exploração ocorre no contexto da prostituição, na pornografia, nas redes de tráfico de pessoas e no turismo com motivação sexual.

Fonte: Portal Goiás

Comunicação Setorial SES - Governo de Goiás

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