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  • sexta, 29 de maio de 2020 as 07:20h

FURNA DA ONÇA SE DEFLAGROU NO MOMENTO OPORTUNO, DIZ RELATOR

O desembargador Abel Gomes, relator da Operação Furna da Onça no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, divulgou nota oficial afirmando que a ação que mirou esquema de desvio de salários na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) "não foi adiada, mas sim deflagrada no momento que se concluiu mais oportuno, conforme entendimento conjunto entre o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Judiciário". Segundo o magistrado, as autoridades entenderam que realizar a operação após o segundo turno das eleições 2018 "seria o correto e consentâneo' com a lei - decisão que caracterizou como uma 'precaução lídima e lógica".

A manifestação se deu após o empresário Paulo Marinho dizer que o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), de quem foi suplente, teria recebido informações privilegiadas sobre o envolvimento de seu ex-assessor Fabrício Queiroz no esquema investigado.

"O fundamento foi que uma operação dirigida a ocupantes de cargos eletivos, deputados em vias de reeleição inclusive, como foi a Furna da Onça, não deveria ser deflagrada em período eleitoral, visto que poderia suscitar a ideia de uso político de uma situação que era exclusivamente jurídico-criminal, com o objetivo de esvaziar candidatos ou até mesmo partidos políticos, quaisquer que fossem, já que os sete deputados alvos da Furna da Onça eram de diferentes partidos", afirmou o desembargador na nota.

No texto, Abel Gomes argumenta ainda que a legislação eleitoral impede a realização de prisão, salvo em flagrante, nos dias próximos dos pleitos - "justamente para que tal ato não interfira eventualmente nos resultados das urnas". "Essa diretriz acertada e legal das autoridades federais não teve por escopo beneficiar quem quer que seja", diz ainda o desembargador.

"O fundamento foi que uma operação dirigida a ocupantes de cargos eletivos, deputados em vias de reeleição inclusive, como foi a Furna da Onça, não deveria ser deflagrada em período eleitoral, visto que poderia suscitar a ideia de uso político de uma situação que era exclusivamente jurídico-criminal, com o objetivo de esvaziar candidatos ou até mesmo partidos políticos, quaisquer que fossem, já que os sete deputados alvos da Furna da Onça eram de diferentes partidos", afirmou o desembargador na nota.

No texto, Abel Gomes argumenta ainda que a legislação eleitoral impede a realização de prisão, salvo em flagrante, nos dias próximos dos pleitos - "justamente para que tal ato não interfira eventualmente nos resultados das urnas". "Essa diretriz acertada e legal das autoridades federais não teve por escopo beneficiar quem quer que seja", diz ainda o desembargador.

Fonte: Estado / Portal Terra

Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

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