26 Caldas Novas
  • terça, 02 de junho de 2020 as 11:31h

PREFEITO E VICE SOMEM E AVISO DE PEDIDO DE IMPEACHMENT É FEITO PELA INTERNET

A Câmara de Vereadores de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, publicou na página da Casa na internet um edital de notificação de um novo processo de impeachment contra o prefeito, Carlo Busatto Junior (MDB), o Charlinho, e o vice, Abeilard Goulart (sem partido), o Abeilardinho.

A postagem, no dia 13, foi a saída encontrada pelos vereadores porque, após 35 dias, servidores não conseguiram entregar-lhes o aviso em mãos.

O RJ1 também tentou, em vão, localizar Charlinho e Abeilardinho -- e em diferentes endereços (veja na reportagem).

O edital deu 10 dias para defesa prévia dos dois -- o prazo se esgota no fim de semana.

Prefeito e vice sofreram impeachment em março e foram afastados por nepotismo, mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) os reconduziu ao cargo.

A nova denúncia é de uma servidora da prefeitura. Ela afirma que houve irregularidades no contrato da coleta de lixo, com favorecimento à família do vice-prefeito.

Na cidade onde o prefeito e o vice desapareceram no meio da pandemia do coronavírus, 24 pessoas morreram, e 528 contraíram a Covid-19, segundo o balanço desta quarta (20).

A cidade não tem sequer um leito de UTI e a única UPA da cidade está fechada há quatros anos.

De acordo com a Lei Orgânica de Itaguaí, o prefeito e o vice têm que fixar residência no município — ou podem perder o mandato.

O que diz a nova denúncia
 
A sede da empresa contratada para a coleta de lixo fica perto do Centro da cidade. O terreno onde ficam os caminhos pertence à sogra do vice-prefeito, Neusa Helena Souza e Silva.

Um documento mostra que a Prefeitura de Itaguaí contratou a empresa Plural Serviços Técnicos em novembro de 2018, sem licitação.

A denúncia também pede a cassação do mandato do vereador Nisan Cesar Reis dos Santos (PTB). Ele é ex-secretário de Ordem Pública e Limpeza Urbana e participou do processo de contratação da Plural.

Ainda de acordo com a denúncia, Nisan ameaçou funcionários e diretores de outra empresa que pretendia participar da concorrência para direcionar o contrato para a Plural. O vereador negou as acusações.

Por Márcia Brasil, Guilherme Peixoto e Elis Silvestri, RJ1

Foto: Site Boca No Trombone


 

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