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  • sexta, 29 de maio de 2020 as 07:50h

BRISANET MIRA LEILÃO DO 5G COM OBRIGAÇÕES NO INTERIOR

O presidente da Brisanet, José Roberto Nogueira,  afirmou hoje, 22, durante a LIVE 5G promovida pelo Tele.Síntese, que a sua empresa está pronta para ir às compras no leilão de frequências que a Anatel vai realizar. E tem data sugerida para a licitação: 15 de março.

No entender do executivo, a destinação de 60 MHz da faixa de 3,5 GHZ para os prestadores de pequeno porte (PPPs) como  operadora, fatiados em distintas regiões do país, com obrigações de cobertura para cidades com menos de 30 mil habitantes, irá acelerar a expansão da tecnologia para o interior do país e impedir que se faça “reserva de mercado” com as frequências adquiridas.

“A proposta para que os PPS paguem 10% e invistam os outros 90% em cidades com menos de 30 mil habitantes fará com que a 5G chegue ao interior do país e evitará que aventureiros comprem essas frequências para não usá-las”, afirmou o executivo.

Nogueira entende que, com o estabelecimento de metas de coberturas de telefonia móvel, não haverá risco de que as frequências não sejam usadas. “As grandes operadoras vão continuar investindo nas 320 cidades brasileiras. As outras cinco mil cidades terão a 5G pelos PPPs, com levamos a banda larga fixa”, alfinetou Nogueira.

Modelo

Para o executivo, as pequenas operadoras precisam da faixa de 3,5 GHz porque é para ela que os fabricantes estão direcionando a fabricação dos equipamentos. “Nós queremos essa frequência por uma questão de escala. Em 2023 já poderemos encontrar aparelhos de celular de três mil reais com essa tecnologia”, disse ele.

Conforme o CEO da Brisanet, todas as operadoras – grandes e pequenas – vão utilizar essa tecnologia para ampliar a conectividade nos primeiros cinco anos, e depois ela passará a ser usada para a Internet das Coisas. “Carro autônomo ainda vai demorar”, avalia. Ele pretende lançar a 5G em todas as cidades do nordeste onde já atua (94) inicialmente para o acesso fixo, como uma extensão sem-fio para fora das residências.

Embora reconheça que os investimentos são muito altos, Nogueira afirmou que sua empresa está pronta para se capitalizar, se precisar, com lançamento de debêntures. Assinalou que o setor de telecomunicações, juntamente com o de alimentos, é o que está menos sofrendo economicamente com a pandemia.

Fontes: Site Tele.Síntese / Portal Terra

Por Miriam Aquino

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