26 Caldas Novas
  • terça, 07 de julho de 2020 as 09:15h

Bolsonaro sinaliza rompimento de relação diplomática com Cuba, caso os contratados do mais médicos, não sejam tratados com respeito pelo governo cubano

Os dias de diplomacia entre o Brasil e Cuba parecem estar contados.  Em entrevista ao Correio Braziliense, Bolsonaro não demonstrou muita consideração para com os laços comerciais entre os dois países e criticou novamente o fato de a maior parte do salário de médicos cubanos ficarem a disposição do governo de Cuba. O equivalente a 75% do recebimento de cada contratado.

 “Respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei ‘senhora’, porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores?”, indagou Bolsonaro. Como o programa não se restringe apenas aos cubanos, mas também a outros países, Jair disse que, o Mais Médicos pode continuar, porém é preciso que os profissionais estrangeiros passem pela prova de revalidação de seus diplomas no Brasil.

Extradição negociada com Dilma

Ainda dentro da indignação contra a forma como os médicos cubanos, o eleito lembra que além de separar famílias, foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio seria extraditado. “Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira? Queremos o Mais Médicos? Podem continuar. Revalida, salário integral e traz a família para cá. Eles topam? Queremos reciprocidade.”

Por: Adriana Martins

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