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  • segunda, 06 de abril de 2020 as 05:35h

COMO FUNCIONAM OS MICROCHIPS IMPLANTADOS SOB A PELE

A pequena protuberância no dorso da mão de Dave Williams tem o tamanho de um grão de arroz e fica entre o polegar e o indicador. É quase imperceptível, mas quando ele a usa para abrir a porta de sua casa, vira o centro das atenções.

Este engenheiro de software britânico, tem um microchip implantado na mão, um circuito eletrônico que funciona com tecnologia sem fio.

"Tenho péssima memória", diz ele à BBC. Por isso decidiu implantar esse pequeno dispositivo que permite que ele não entre em pânico se esquecer as chaves de casa.

É o mesmo tipo de chip que está virando tendência na Suécia e em outros países ocidentais como Alemanha, Austrália e Nova Zelândia, onde há várias iniciativas para promover essa tecnologia futurista.

Mas o caso da Suécia chama ainda mais atenção. Milhares de pessoas na nação nórdica, cerca de 3 mil, segundo um relatório da AFP de maio deste ano, já implantaram o chip. É possível que o número seja ainda maior.

"Cada vez mais pessoas na Suécia implantam o chip RFID na mão e o usam para abrir portas e até fazer pagamentos", diz à BBC Mundo Ben Libberton, doutor em microbiologia que trabalha no laboratório MAX IV de Lund, no sul da Suécia.

Um sistema "conveniente"
Um RFID, ao contrário de um código de barras, permite acesso remoto à informação que contém. Usa-se em dispositivos antirroubo, em estações de esqui e também nos chips de identificação para animais domésticos.

Também estão presentes na maioria dos smartphones e passaportes eletrônicos.

Mas nos últimos anos, seu uso em humanos ganhou ainda mais relevância. A Suécia lidera essa tendência.

O assunto começou a render manchetes em 2015, quando a Epicentes, uma empresa de tecnologia baseada em Estocolmo, causou certa polêmica ao anunciar que implantaria os chips nos seus funcionários.

Com um giro da mão, eles poderiam entrar no prédio, usar a máquina copiadora e pagar café.

"O maior benefício é a conveniência", diz o cofundador e diretor da companhia, Patrick Mesterton, em 2017. "Permite substituir muitas coisas, como o cartão de crédito ou as chaves".

 

Pagar com a mão

O chip permite realizar pagamentos contactless (sem contato), uma prática especialmente comum na Suécia, onde apenas 1% do valor de todas as transações foram feitas com dinheiro.

Algumas dessas transações são feitas em trens.

A companhia nacional de trens SJ, a maior do país, é a primeira do mundo a aceitar esse tipo de pagamento.

Quando passa o cobrador, alguns passageiros apenas colocam a mão perto do smartphone do funcionário, que está com o aplicativo aberto. A passagem impressa parece coisa do passado.

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