26 Caldas Novas
  • terça, 07 de julho de 2020 as 09:53h

Sergio Moro aceita convite de Bolsonaro para ser o novo Ministro da Justiça

O juiz federal Sergio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava-Jato em Curitiba – aceitou nesta quinta-feira (1º/11), assumir o Ministério da Justiça no governo de Jair Bolsonaro.

O Moro se reuniu por quase duas horas com o presidente eleito em um condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com a decisão, Moro irá se afastar imediatamente dos processos relacionados ao escândalo da corrupção na Petrobras.

Quem assumirá os casos temporariamente será a juíza substituta, Gabriela Hardt, que na Lava-Jato determinou a prisão do ex-ministro José Dirceu.

“Fui convidado pelo Sr. Presidente eleito para ser nomeado Ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois, terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito a Constituição, a lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava-Jato seguirá em Curitiba com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”, disse o juiz em nota.

Sérgio Moro ouviu nos últimos dias, ponderações sobre os prós e contras de assumir um cargo executivo. Além de ter de deixar a magistratura – o que deverá ser realizado nos próximos meses – o juiz terá de lidar com o discurso de petistas de que suas sentenças no petrolão – que até o momento foram responsáveis por 215 condenações contra 140 pessoas – tiveram viés político.

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