24/06/2024 às 13h23min - Atualizada em 24/06/2024 às 13h23min

Comentários contra o aborto levam à demissão de preparador físico da seleção feminina de basquete

Diego Falcão é dispensado pela CBB após publicações polêmicas gerarem forte reação entre as atletas

Wellington Freitas (estagiário)
Redação
Reprodução de Internet
No último sábado, dia 22 de junho, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) anunciou a demissão de Diego Falcão, preparador físico da seleção feminina de basquete. A decisão foi tomada após Falcão publicar em suas redes sociais comentários controversos sobre o aborto, que provocaram forte reação entre as atletas da equipe. 

Diego Falcão expressou apoio ao Projeto de Lei (PL) 1904/2023, que pretende classificar o aborto em gestações acima de 22 semanas como homicídio. Em suas redes sociais, Falcão escreveu: "Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar qualquer violência para conseguir o que deseja". As postagens rapidamente geraram críticas, especialmente por parte das jogadoras da seleção feminina.
 

Decisão da CBB

A CBB anunciou a demissão de Falcão, justificando que suas declarações não condizem com os valores de respeito e inclusão promovidos pela confederação. Embora Falcão atuasse como prestador de serviços, sem um vínculo oficial com a entidade, a CBB indicou que não havia mais condições para a continuidade do preparador físico na equipe.
 

Reações

As atletas da seleção feminina de basquete manifestaram publicamente seu descontentamento com as declarações de Falcão. Damiris Dantas, jogadora da WNBA, comentou: "É inacreditável que um profissional que trabalha com mulheres demonstre esse tipo de posicionamento nas redes sociais. O estupro é um crime grave, e as mulheres devem ter o direito de decidir e expressar sua opinião sobre isso. É essencial que nossa confederação se posicione de forma clara e adequada sobre um assunto tão sério.
 

Liberdade de Expressão e Responsabilidade Profissional

A medida também gerou questionamentos. Até que ponto a demissão foi uma resposta proporcional às postagens de Diego Falcão ? Existe um risco de que tal ação seja vista como censura à liberdade de expressão fora do âmbito profissional? Onde deve ser traçada a linha entre opinião pessoal e conduta inapropriada?

O caso de Diego Falcão destaca a complexidade de equilibrar liberdade de expressão e responsabilidade profissional. A CBB agiu corretamente ao demiti-lo, ou haveria alternativas menos drásticas?
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